RIVALS

Fabergé e Cartier

As duas casas de luxo mais frequentemente comparadas da Belle Époque, ambas servindo clientelas sobrepostas, produzindo objetos extraordinários e moldadas pelas mesmas rupturas históricas.

· · 228 palavras · 1 min de leitura

Cartier e Fabergé são as duas casas de luxo mais frequentemente comparadas da Belle Époque. Ambas serviram clientelas sobrepostas (aristocracia russa, realeza europeia, fortunas industriais americanas) e ambas produziram objetos decorativos extraordinários, além de joias. A comparação aparece em resenhas e escritos críticos do próprio período, não apenas em estudos posteriores.

As diferenças entre as duas empresas eram tão significativas quanto as semelhanças. A produção de Fabergé era voltada para objetos de fantasia (os ovos de Páscoa feitos para a família Romanov, os animais de pedra dura, os nécessaires esmaltados), enquanto a de Cartier centrava-se em joias e, posteriormente, cada vez mais em relógios. Suas sensibilidades estéticas eram distintas: Fabergé trabalhava em grande parte dentro das tradições russas e revivalistas; Cartier estava absorvendo influências indianas, persas, chinesas e egípcias e recombinando-as em algo novo. Ambas as casas foram moldadas pela Revolução de 1917, que removeu uma parte significativa de sua base de clientes compartilhada da noite para o dia.

A comparação entre as duas casas é um tema recorrente em The Cartiers, e várias publicações de blog exploram momentos específicos de sobreposição ou contraste, incluindo Rivais Reais no Smithsonian, Um Jogo de Fim de Semana, e Momentos no Tempo.

Fontes

  • Francesca Cartier Brickell, The Cartiers (Ballantine Books, 2019), cap. 1 (“Pai e Filho”) e cap. 2 (“Louis, 1898–1919”)
  • Wikipedia: Fabergé e Cartier

Comentários ou acrescentos a esta definição? Contacte a autora.

Explorar tópicos relacionados

← Voltar ao glossário