O Anel Trinity da Cartier: suas origens

O Anel Trinity da Cartier: suas origens

As histórias sobre a origem deste anel são tão numerosas quanto seus muitos nomes: a bague trois ors, a bague trois anneaux (o anel de ouro triplo ou anel de três anéis); o anel móvel, o anel de casamento russo ou o anel Trinity.

O que é claro é que quando a Cartier lançou os simples anéis entrelaçados de platina (depois ouro branco), ouro amarelo e ouro rosa em 1924, a joia minimalista — nem um único diamante à vista — foi um afastamento corajoso dos acessórios mais extravagantes da época. A lenda conta que o anel foi inspirado por um amigo de Louis Cartier: o artista rebelde Jean Cocteau.

Talvez sob a influência do ópio, diz-se que Cocteau contou a Louis que havia imaginado os anéis ao redor de Saturno em um sonho e se perguntava se a Cartier poderia transformar sua semelhança em um anel, porque a ideia de algo tão grande e universal ser representado por algo tão pequeno e pessoal o encantava. Quer essa história seja verdadeira ou não (nem mesmo a família de Cocteau tinha certeza quando a consultei), o papel que o artista desempenhou em ajudar o anel triplo da Cartier a alcançar seu status icônico é indiscutível.

Quando o rapaz literário problemático de Paris usava dois juntos no dedo mínimo — as seis fitas entrelaçadas acumuladas poderosamente uma sobre a outra — tornou-se um acessório cult, e não apenas entre homens gays.

Nos anos 1940, foi adotado por um dos homens mais proeminentes da Europa, outro homem que havia escolhido desafiar a convenção, em seu caso abrindo mão do trono pelo amor: o Duque de Windsor (2ª imagem). Logo após criar o anel, a Cartier experimentou outras joias triplas.

Elsie de Wolfe foi uma adotante inicial da pulseira tripla, enquanto a Vogue também era fã, com uma matéria de 1925 sobre a "nova Joalharia da Cartier", tanto "incrivelmente chique" quanto "com preço muito acessível" (3ª imagem — intrigantemente, a modelo Kendall Lee acabou se casando com Jules Glaenzer, o chefe de vendas da Cartier Nova York). Cem anos depois e o anel dos anos 1920 continua em alta: uso um quase todos os dias (4ª imagem) — adoro a história por trás dele, mas também, combina com tudo e permanece incrivelmente moderno.

Acho que é a simplicidade que o torna atemporal. Há outros fãs de anéis triplos por aí?


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Este artigo foi traduzido do inglês. Ler o texto original em inglês

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