Episódio 1: The Cartiers: A História Desconhecida
Sobre esta conferência
Foi à adega procurar uma garrafa de champanhe para o 90.º aniversário do avó. Não conseguiu encontrá-la. Mas no canto, debaixo de jornais amarelecidos, havia uma velha mala de couro com as iniciais J.C. gravadas — as iniciais do seu bisavô, Jacques Cartier. No interior havia centenas de cartas que se estendiam por mais de cem anos. Tinha andado à procura de champanhe. Tinha encontrado a história da sua família.
Uma apresentação individual em que Francesca apresenta o seu livro e a família de que trata. Começando pela descoberta de um baú de cartas na adega do seu avó no seu 90.º aniversário, ela traça a história desde Louis-François Cartier — nascido de uma mãe engomadeira em 1819 — até três netos extraordinários que dividiram o mundo entre si. A apresentação explora cada irmão por sua vez. Louis Cartier, o rebelde cuja cabeça estava nas nuvens na escola, acabou por revolucionar a joalharia com a platina e o estilo de guirlanda, inventar o primeiro relógio de pulso masculino para um aviador brasileiro que amarrava a sua máquina de voar a postes de iluminação, e criar tanto o relógio Tank como os relógios mistério — peças tão misteriosas que até os vendedores da Cartier desconheciam o seu funcionamento. Pierre Cartier, o homem de redes de contactos, conquistou a América através da força de personalidade: adquirindo a sede da Quinta Avenida ao trocar um colar de pérolas avaliado em um milhão de dólares por uma casa urbana em Manhattan, e tornando Cartier famosa ao vender o notoriamente amaldiçoado Diamante Hope a um cliente a quem primeiro o convenceu a emprestar pela noite. Jacques Cartier, o mais jovem, quase se tornou padre católico. Em vez disso, dirigiu a filial de Londres, vestiu a família real britânica, enviou um vendedor para Bagdade que regressou com uma esmeralda do tamanho do ovo de um pássaro — uma pedra posteriormente cortada em duas partes, uma metade vendida ao Rei Eduardo VIII para o anel que mudou a história — e seguiu as rotas comerciais indianas que deram à Cartier o seu estilo tutti frutti. A apresentação termina com uma leitura do livro, junto à cripta familiar Cartier em Versailles, e os três valores que sustentaram um século de trabalho: ser muito gentil; nunca copiar, apenas criar; e uma crença inabalável de que o melhor é o suficiente.
Momentos-chave
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