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Episódio 5: Os Cartier e os Seus Relógios

2021

Os Cartier e os Seus Relógios

Sobre esta conferência

Para um relógio ser descrito como relógio mistério, os ponteiros devem parecer flutuar no ar sem qualquer conexão visível ao mecanismo. Cada um levava meses a criar. Quando a Duquesa de Westminster descobriu que o seu marido tinha sido infiel, atirou o seu relógio pela sala. Despedaçou-se em mil peças.

Acompanhada por Marie-Cécile de Christie's Genebra — que se rodeou de relógios Cartier para a ocasião — Francesca explora o percurso completo da relação de Cartier com o tempo, desde a loja de curiosidades de Alfred Cartier no Paris do século XIX até aos relógios do pós-guerra que refletiam um mundo transformado. A história move-se desde os artesãos partilhados — esmaltadores, lapidários e engastadores que trabalhavam tanto em relógios como em jóias — até ao relógio de pulso Santos, nascido das queixas do aviador Alberto Santos-Dumont sobre ter de consultar o seu relógio de bolso durante o voo. Visita a Exposição de Paris de 1900, onde os catorze ovos de Fabergé levaram os irmãos a viajar para oficinas russas e absorver a arte do esmalte Guilloiché. Explora os relógios mistério — esses objectos extraordinários onde os ponteiros parecem flutuar no ar — e as histórias em torno dos seus clientes: desde a Rainha Alexandra, que ofereceu um ao seu filho Rei George V na sua coroação, até à Duquesa de Westminster, cujo relógio mistério foi despedaçado contra uma parede. O seminário encerra-se nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial, onde Jacques Cartier — o único irmão a combater na frente — olhou para o chão da Catedral de Reims e viu as suas magníficas janelas de vidro colorido reduzidas a fragmentos.

Momentos-chave

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